23 de setembro de 2020Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Ministério da Saúde credencia Santa Casa de Maceió para transplantes de fígado

Instituição é a única no estado apta a realizar o procedimento; programa deve iniciar trabalhos nos próximos meses

O transplante de fígado troca um órgão doente por outro saudável. A cirurgia leva, em média, de seis a oito horas, com movimentos orquestrados pelos cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e o instrumentador.

Na recuperação pós-cirúrgica, entram em cena os intensivistas até o paciente ser liberado para o quarto. Com a alta hospitalar, a expectativa é de vida nova para quem recuperou a saúde após o triste diagnóstico da necessidade de um órgão novo.

Em Alagoas, falta pouco para essa rotina se tornar realidade. A Santa Casa de Maceió, que há cinco anos já faz a captação do órgão (cirurgia de retirada) e o envia para outros estados, é a única instituição do estado credenciada pelo Ministério da Saúde para a realização de transplante de fígado.

“Não tivemos a oportunidade de iniciar o programa devido à pandemia, pois não dispúnhamos de leitos de UTI. Foi preciso fazer uma pausa até que tudo se organizasse e um novo pontapé pudesse ser dado. Acredito que até dezembro o procedimento seja iniciado”. Oscar Ferro, cirurgião.

A excelência do trabalho de captação despertou a atenção da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que apoiou o hospital alagoano, o Ministério da Saúde, que o incluiu na rede de hospitais que já realizam transplantes no Brasil.

Na Santa Casa de Maceió, os transplantes serão feitos com o órgão de doador cadáver. A cirurgia com doador intervivo, quando um parente doa metade do fígado, foi deixada para uma etapa mais à frente.

Riscos

O fígado é a maior glândula do corpo e está localizado atrás das costelas, na porção superior direita da cavidade abdominal. Possui formato de prisma, tem coloração vermelho-escuro (tendendo ao marrom), pesa cerca de 1.5 kg, e é dividido em quatro lobos.

Na década de 80, sem critérios bem estabelecidos, o transplante de fígado era realizado, quase em sua totalidade, em pacientes terminais que não sobreviviam ao procedimento.

O cenário mudou em 2000, quando surgiu a escala MELD – Modelo para Doença Hepática Terminal, do inglês Model for End-Stage Liver Disease.

É um sistema de pontuação que quantifica a urgência de transplante hepático em pacientes maiores de 12 anos. Hoje esse cálculo se dá no fígado que tem a doença de cirrose estabelecida.

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