Não há diferença entre gritar ‘Heil, Hitler’ e ‘Mito’

O caso do ex-secretário Ricardinho Santa Ritta, que confundiu com “liberdade de expressão” o ato do Incel que exibia a suástica em um shopping de Caruaru, é um daqueles males necessários.

Digo necessário na medida em que a defesa de um regime atroz gera indignação na sociedade ao ponto de terminar com a sua exoneração do cargo de secretário de Turismo em uma capital considerada como um dos principais destinos do país. Isso devido à pressão popular, o que é um bom sinal.

Ao mesmo tempo, me sinto confuso e explico o motivo. Assisti a um discurso de Hitler feito na década de 1930. Suas bases eram a defesa dos valores da família tradicional alemã, o ódio contra as minorias que representariam a destruição desses valores e o combate ao comunismo. Aliás, até os social-democratas (o equivalente ao nosso PSDB) foram apontados como “esquerdistas” pelo bigodinho.

Lembra o discurso de alguém? Não adianta lutar contra os símbolos nazistas à zero hora e, à 00:01, defender os princípios nacional-socialistas.

Minha conclusão é que muita gente no Brasil está alinhada ao pensamento nazista, sem saber. E essa ignorância abriu as portas do inferno em nosso país.

Não adianta censurar os “Heil, Hitler” e, logo em seguida, mugir “Mito” aos quatro cantos. Dá tudo no mesmo.

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