26 de setembro de 2021Informação, independência e credibilidade
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Os idiotas querem feijão, mas a bestialidade humana alimenta os fanáticos

A extrema pobreza cresceu de 4,5% para 12,8% em meio a insanidade, desgoverno e irresponsabilidade no País

A bestialidade brota dos subterrâneos para tomar conta do País

Em menos de 1 ano o arroz e o feijão tiveram uma alta de 60%, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor INPC).

Com 15 milhões de desempregados no País são poucos os que podem comprar feijão para colocar na mesa, no dia a dia.

Pior ainda é saber que no Brasil há quase 20 milhões de pessoas passando fome, segundo dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19, da pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan).

E a extrema pobreza quase triplicou, passando de 4,5% da população para 12,8%, em 2021.

Ou seja, a miséria bate à porta dos brasileiros em uma conjuntura de descontrole da economia. O Tsunami social que pegou o Brasil tem nome e escapar das consequências é que será o problema, futuramente.

Juntar os cacos do desmonte provocado pela irresponsabilidade do governo atual será outro drama, que só não será visto pelos 300 bilionários brasileiros, que aumentaram seus patrimônios na crise da pandemia e no caos da economia, acumulando quase R$ 2 trilhões.

Esses, se já não se preocupavam antes, agora é que não estão nem aí mesmo para o feijão que falta na mesa de milhões de idiotas, assim reconhecidos pelo presidente da República, sua “excelência”, Jair Bolsonaro.

Segundo ele, no seu rosário contínuo de mentiras e irresponsabilidades materializadas, em seu governo não houve nenhum aumento de preços. Nem de arroz, nem de feijão, muito menos da conta de luz, do gás, gasolina, nem de plano de saúde.

Aliás, nem há gente com fome. Tanto que disse aos apoiadores que são idiotas os que querem comprar feijão, quando deveriam querer comprar fuzil. Faltou na hora alguém fazer uma rima.

E assim o nível de insanidade se espalha e a bestialidade humana se vê em êxtase, embora nada mitológica, mas brotando dos subterrâneos de um País mergulhado na contaminação cerebral.

Triste do País que vive uma quadra tão turva e nociva, recheada de rompantes de ignorância e histeria por toda parte.

Ou seja, no Brasil de hoje estão em potencialidade todos os perigos.

Mas, como disse Rachel de Queiroz, dessa debilidade, desse risco, participa a própria natureza humana.

É essa natureza que alimenta a fogueira dos fanáticos e da irresponsabilidade recorrente.