25 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
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Ou conter os fanáticos armados ou morrer pelo Brasil

No Brasil de Bolsonaro, a luz no fim do túnel é um trem sem freio vindo em nossa direção.

É preciso que gente equilibrada assuma o controle desse trem desgovernado que vem se tornando o Brasil ou as conseqüências serão gravíssimas.

A última investida dos psicopatas foi contra a médica LudhmiIa Hajjar. Em entrevista à CNN Brasil, a respeitada profissional, que estava cotada para assumir o Ministério da Saúde e declinou do convite, contou que em 24 horas foi alvo de ameaça de morte.

Durante a madrugada, segundo a médica, tentaram invadir duas vezes o quarto do hotel em que ela se hospedou na capital federal.

É terrorismo ou não é? Estamos assistindo passivamente, e com as instituições acovardadas, a uma escalada de intolerância, aliada à liberação de armas e um crescente fanatismo religioso. É uma onda maligna que precisa ser contida para não se tornar incontrolável.

Hajjar é defensora da ciência no combate à pandemia de Covid-19. “É urgente ampliar os leitos de UTI e tomar outras medidas preventivas. Mas, neste momento, a grande prioridade é a vacina; só ela poderá salvar vidas”, declarou a cardiologista, em uma rede social.

Pelo perfil, ela não seria um capacho de Bolsonaro, que não tem vergonha de estar do lado da morte e do caos, e jamais macularia o próprio currículo pelo status do cargo de ministra.

A vida e a dignidade estão acima de tudo. Até do Brasil e do “deus” dos bolsonaristas.

Que os deuses dos bons, justos e equilibrados abençoem os governadores e prefeitos. Eles, sim, têm evitado que nossa tragédia seja maior do que essa realidade preocupante que vivemos.