29 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Parlamentares da ALE demonstram preocupação com atual cenário da pandemia em Alagoas

É possível o colapso na rede pública hospitalar, que já está com mais de 90% dos leitos de UTIs comprometidos

Preocupada com o alto índice de infectados pelo coronavírus (Covid-19) e com um possível colapso na rede pública hospitalar, que já está com mais de 90% dos leitos de UTIs comprometidos, a deputada Ângela Garrote (PP) cobrou, durante a sessão ordinária desta quinta-feira, 27, do Governo do Estado e da Secretaria Estadual da Saúde (Sesau), o pagamento aos hospitais parceiros no combate à Covid-19.

A parlamentar apelou ainda para a conscientização e colaboração da população e dos empresários no cumprimento dos protocolos sanitários, sobretudo na utilização de máscaras, distanciamento social e higienização das mãos com a utilização de álcool em gel.

A deputada pediu o apoio do presidente da Comissão de Saúde da Casa, deputado Léo Loureiro (PP), para promover uma reunião com o secretário de Saúde, Alexandre Ayres, e pedir esclarecimentos sobre a questão.

“Não dá para deixar o paciente esperando e só levar ao hospital na véspera de morrer, como aconteceu com pessoas que eu conheço. O governador tem que abrir mais leitos nos hospitais que ele construiu, pois as cirurgias eletivas estão paradas”. Ângela Garrote.

A deputada estadual destaca que, se o governador não tomar uma posição sobre a situação da Convid-19, mais alagoanos irão morrer. O deputado Léo Loureiro parabenizou a colega pelas colocações e pela preocupação com a saúde dos alagoanos.

“A população precisa entender que nós nem saímos desta segunda onda e estamos emendando numa possível terceira. Todos os índices de internações e óbitos começaram a crescer, é uma pandemia que, toda vez que há uma folga, aumenta o contágio”. Léo Loureiro.

O parlamentar ressalta que o momento é grave. Loureiro destacou ainda que os profissionais da Saúde estão extenuados, além da falta de remédios para o tratamento da doença. O presidente da Comissão de Saúde se colocou à disposição para acompanhar Ângela Garrote no encontro com dirigentes da Sesau.

“O secretário Alexandre Ayres está trabalhando incansavelmente, mas esbarra em algumas situações que precisam da autorização do governador”, disse Loureiro, acrescentando que o Governo precisa estar mais próximo dos hospitais filantrópicos, que estariam prontos para ajudar.

Ainda em aparte, o deputado Inácio Loiola (PDT) observou que foi um erro muito grande a desativação dos hospitais de campanha, como aconteceu em todo o País. Ele avalia que estamos às vésperas de uma terceira onda da Covid, mas que em Alagoas há leitos suficientes para atender a população.

“No Sertão de Alagoas temos 10 hospitais. Se forem equipados neste momento, teremos como atender a demanda até que toda a população alagoana seja imunizada”. Inácio Loiola.

Por outro lado, o deputado Cabo Bebeto (PTC) disse que sempre defendeu que as pessoas, principalmente do setor produtivo, devam continuar trabalhando, mas que, por questão de justiça, se desrespeitarem as normas sanitárias estabelecidas, devem ser punidas. “O que está faltando aqui em Alagoas e no Brasil é o monitoramento sobre a incidência dos casos”, disse Bebeto.

A deputada Jó Pereira (MDB) também demonstrou preocupação com a situação da pandemia no Estado, sobretudo no que diz respeito a um possível colapso na rede hospitalar. Ela conta que recebe imagens dos hospitais e relatos de pessoas através de áudios, comentando como estão sendo tratadas durante os atendimentos.

“E, diante de tudo isso, recebemos a informação de que o Estado deve cerca de R$ 3 milhões aos hospitais”, disse Jó Pereira, que voltou a defender a união de esforços e planejamento para o combate à Covid-19.

Ao defender o Executivo, o líder do Governo na Casa, deputado Silvio Camelo (PV), entende que é preciso agilizar o pagamento dos hospitais. Todavia, para honrar os créditos, o Estado esbarra em uma questão chamada glosa.

“A glosa é quando um serviço é cobrado e o Estado contesta a execução desse serviço. Isso acontece para quando houver algum tipo de fiscalização, tanto do Ministério Público Estadual ou Federal, o gestor tenha como se precaver”. Silvio Camelo.