27 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
Maceió

Vigilância Sanitária notifica haras em Maceió com irregularidades na criação dos animais

Estabelecimentos têm 30 dias para se adequar às normas sanitárias e veterinárias

A Vigilância Sanitária de Maceió realizou nesta quinta-feira (17) uma fiscalização educativa em haras da capital e identificou irregularidades em relação à alimentação e higiene dos animais. Os estabelecimentos têm o prazo de 30 dias para sanar as inadequações.

O órgão decidiu visitar cinco estabelecimentos situados no bairro da Serraria após receber denúncias da população sobre as condições em que os equinos eram mantidos. A ação contou com apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária e da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), além da Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs).

De acordo com o coordenador da Vigilância, Airton dos Santos, entre as irregularidades encontradas, estava a alimentação dos animais, com capim inadequado.

Os médicos veterinários que atuaram na ação explicaram que o feno é o mais indicado para os cavalos, mas outros tipos de capim, que podem conter agrotóxicos, estavam sendo usados.

“Eles podem usar outro tipo de capim, mas de origem conhecida e segura, para que os animais não tenham cólicas. Há capins que podem conter veneno e podem até levar o animal à morte. Os proprietários também usam trigo, milho ou ração, mas tudo deve estar armazenado em tambores fechados para evitar ratos”. Airton dos Santos.

Também foram verificadas as condições das baias onde ficam os animais. Elas apresentaram tamanho adequado, mas tinham graves problemas de higienização. “Cheias de urina e fezes. Os cuidadores usam pó de serra no chão, mas demoram a trocar e isso atrai muitas moscas e mofo”, relata Santos.

Os veterinários recomendaram o uso de areia no lugar do pó de serra e a troca periódica, além de pintura interna e externa das estruturas.

A Adeal também recomendou que os animais passem por exames para identificar zoonoses que podem levar à morte, como a anemia e o mormo, esta última transmissível para o ser humano.

Os haras foram notificados e, após o encerramento do prazo, passarão por nova fiscalização.