24 de janeiro de 2022Informação, independência e credibilidade
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A concepção turva de democracia de Bolsonaro é na bala e no porrete

Presidente ameaça colocar a Força Nacional contra as manifestações antifascistas

Bolsonaro e os rompantes contra as manifestações antifascistas

A concepção de democracia de sua excelência Jair Bolsonaro – e da maioria dos seus apoiadores – é turva além da medida.

Isso para não dizer que de democrata essa gente não tem absolutamente nada, mas já dizendo assim mesmo por que é um fato incontestável pelas falas e ações.

A partir do momento em que o presidente repete Luis XIV (o estado sou eu) e blasfema “a constituição sou eu”, isso por si só já diz tudo que uma sociedade pode esperar de um governante. Tudo, menos democracia.

Ao dizer nesta sexta-feira, 5, que pretende colocar a Força Nacional contra as manifestações antifascistas no País, ele simplesmente dá demonstrações claras de sua real vocação para a tirania.

Quando aponta o dedo para os manifestantes e os chama de “marginais, maconheiros e terroristas”, ele avança na tirania e irradia o sentimento do ódio contra quem não concorda com as suas ideias e atitudes, as quais geram a insegurança jurídica, o desrespeito, o achincalhe às instituições e até mesmo a dor as famílias que perderam mais de 33 mil pessoas, mortas por uma pandemia que o próprio governo dele não priorizou medidas de combate. “É uma gripezinha”, disse estimulando as aglomerações.

Disse bem o parlamentar Marcelo Freixo (Psol-RJ): “Não teria ato antifascista se não tivesse ato fascista”.

Os exemplos são muitos. O governo Bolsonaro não nutre o mínimo respeito pela cidadania. Pelo contrário. Cultua o estado policialesco, as milícias armadas, de preferência nas ruas para enfrentar todo e qualquer ser que tiver um olhar diferente para atos do governo.

A preferência que povoa mesmo as mentes dessa gente é aniquilar – por meio de balas e porretes – qualquer um que se manifeste como oposição.

Daí, a intolerância contra os atos antifascistas. Mas, creio que de nada vai adiantar os berros ou as intimidações neste sentido, por que há muita gente acordando de um pesadelo construído pelas fake news.

A blasfêmia continuará no seio dos fundamentalistas da causa criada por Bolsonaro e seus 3 zeros, com os medonhos conceitos de intolerância, de Olavo de Carvalho, o guru da bestialidade.

Mas, se contrapor a tudo isso é necessário e verdadeiramente democrático.

Mesmo que eles não queiram.