26 de abril de 2024Informação, independência e credibilidade
Justiça

Juiz explica como funciona o retorno dos júris populares em Alagoas

Acesso ao plenário será restrito aos atores envolvidos no julgamento: magistrado, promotor, réu, testemunhas e vítimas

O juiz Ygor Figueiredo, auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Alagoas, explicou as regras a serem adotadas com o retorno das sessões de júri popular, autorizadas pela Resolução nº 26/2020 do TJAL. O magistrado concedeu entrevista à TV Tribunal sobre o assunto, na terça-feira (6).

Ygor Figueiredo destacou que o Tribunal fez uma regulamentação específica para os júris, para garantir a segurança sanitária durante os julgamentos.

“Não vai ter acesso ao público ao plenário de julgamento. Com isso, a gente restringe o julgamento para as pessoas que são efetivamente necessárias ao ato. O juiz, o promotor, o réu, a vítima e as testemunhas”. Ygor Figueiredo, juiz auxiliar da Presidência do TJ/AL.

No caso dos réus, explica Figueiredo, eles podem escolher querem estar presentes ou não. Já para as testemunhas, a regra é que estejam no plenário, com algumas exceções permitidas.

“As vítimas e testemunhas podem ser ouvidas por videoconferência quando as partes entenderem que não há prejuízo, ou quando forem do grupo de risco da Covid-19”. Ygor Figueiredo.

O juiz avalia que o Judiciário soube se adaptar bem com os desafios da pandemia.

“Fomos forçados utilizar mais as ferramentas tecnológicas, mas esse movimento fez muito bem ao Judiciário. O Poder Judiciário nunca parou. Por ter seu acervo de processos todo virtual, conseguiu até aumentar a produtividade”. Ygor Figueiredo.

Todos os envolvidos nos júris terão a temperatura aferida e deverão usar máscaras e manter o distanciamento dentro do salão.

Etapa Amarela

A realização de júris passou a ser possível com a entrada do Judiciário de Alagoas na chamada Etapa Amarela, conforme definido pelo Ato Normativo Conjunto nº 22, da Presidência e da Corregedoria-Geral de Justiça.

Na nova fase, desde 14 de setembro, a Justiça alagoana passou a ter 30% de seus servidores atuando nas unidades, e a atender o público presencialmente, de forma agendada.